Perigos da K9: O ‘Efeito Zumbi’ da maconha sintética

“Um exemplo do perigo associado ao uso da K9 é o caso clínico de Lucas (nome fictício), um jovem de 19 anos que experimentou a droga com amigos em uma festa. Lucas, inicialmente curioso sobre os efeitos da substância, não tinha ideia do que o aguardava. Poucos minutos após fumar a K9, ele começou a se sentir estranho, por horas, Lucas permaneceu imóvel, alheio ao mundo ao seu redor e logo depois entrou em um estado de confusão mental profunda. Sua expressão facial vazia e seus movimentos lentos e descoordenados lembravam o comportamento de um zumbi. Preocupados com seu estado, os amigos de Lucas chamaram uma ambulância. No entanto, mesmo os paramédicos tiveram dificuldade em avaliar sua condição devido à falta de resposta aos estímulos externos. Eventualmente, Lucas foi levado às pressas para o hospital, onde recebeu tratamento intensivo para estabilizá-lo.”

A maconha sintética conhecida como K2, K9 ou spice, entre outros nomes têm se tornado uma preocupação crescente em nível nacional, evidenciada pelo aumento das apreensões policiais e do número de usuários, especialmente nos grandes centros urbanos.

Neste texto, abordaremos os perigos associados à K9, esta droga tem encontrado espaço no mercado ilícito das drogas, contudo, sua composição química e os efeitos resultantes são substancialmente distintos daqueles da maconha convencional. Ao contrário da cannabis natural, a maconha sintética consiste em uma mistura de produtos químicos que são pulverizados sobre uma base de plantas secas. Esses produtos químicos, muitas vezes chamados de canabinoides sintéticos, são projetados para imitar os efeitos do THC, o principal composto psicoativo da maconha, mas podem ser muito mais potentes e imprevisíveis em seus efeitos.

 

Efeito Zumbi
A K9 é muito mais perigosa do que a maconha, pois pode causar uma série de efeitos colaterais graves, incluindo o chamado “efeito zumbi” que é caracterizado por confusão mental, alteração da percepção e falta de resposta a estímulos externos, como foi citado no caso do jovem Lucas.

Os usuários da K9 podem ficar parados em um lugar por horas, sem se mover ou responder a qualquer coisa. Eles também podem apresentar alucinações, paranoia e ansiedade. Esse incidente destaca os perigos extremos associados ao uso da maconha sintética e ressalta a importância da conscientização sobre os riscos reais dessas substâncias.

O grande desafio com a maconha sintética é a sua imprevisibilidade. Como a composição química varia entre diferentes lotes e fabricantes, os efeitos podem ser extremamente variáveis e potencialmente perigosos. Além disso, a falta de regulamentação significa que os usuários muitas vezes não têm ideia do que estão consumindo.

A crescente prevalência da maconha sintética representa um sério desafio para as autoridades de saúde pública e de aplicação da lei. A rápida evolução das formulações químicas torna difícil acompanhar e regular essas substâncias.

Os efeitos físicos da droga K9 podem ser graves e até fatais. A depressão do sistema nervoso central pode levar à inconsciência e à morte. O aumento da frequência cardíaca e da pressão alta podem causar danos ao coração e aos vasos sanguíneos. As convulsões podem causar lesões cerebrais. A insuficiência renal pode levar à falência renal. As arritmias cardíacas podem causar parada cardíaca.

Os efeitos psicológicos da droga K9 também podem ser graves. A psicose pode levar a comportamentos perigosos, como dirigir sob efeito da droga ou cometer violência. A ansiedade pode causar ataques de pânico. A agressividade pode levar a agressões físicas. O pânico pode levar a comportamentos suicidas.

A K9 é uma droga ilegal no Brasil. No entanto, ela é facilmente encontrada em muitos lugares. É importante estar ciente dos perigos da K9 e evitar o seu consumo.

Os usuários da K9 enfrentam riscos significativos, além do potencial de lesões físicas, o “efeito zumbi” pode induzir à dependência, aumentando a probabilidade de desdobramentos graves, incluindo riscos letais caso não haja monitoramento adequado.

Caso necessite de ajuda, agende uma consulta com o Dr. Cláudio Jerônimo!

 

Texto escrito por Adriana Moraes – Psicóloga especialista em Saúde Mental e Dependência Química

INFORMAÇÕES DO AUTOR:

Dr. Claudio Jerônimo Psiquiatra especialista em transtornos mentais

Formado em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, o Dr. Cláudio Jerônimo da Silva possui residência médica em Psiquiatria pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.
Registro CRM-SP nº 83201.

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