Dependência de hipnóticos e benzodiazepínicos
Os benzodiazepínicos (BZDs) são amplamente utilizados em todo o mundo, com cerca de 50 milhões de pessoas fazendo uso diário. Esse uso é mais comum em mulheres com mais de 50 anos que enfrentam problemas médicos e psiquiátricos.
Embora sejam eficazes no controle da ansiedade e como coadjuvantes em diversos transtornos psiquiátricos, como ansiedade, psicose, distúrbios do sono, depressão, mania e síndromes de abstinência de substâncias, é essencial revisitar suas aplicações e limitações.
Devido à possibilidade de desenvolverem tolerância e dependência, a prescrição de benzodiazepínicos deve ser criteriosa. É essencial que o uso desses medicamentos seja supervisionado por um profissional de saúde, com uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios, incluindo a dose adequada e a duração do tratamento.
Os efeitos dos benzodiazepínicos variam dependendo da dose utilizada, desde efeitos sedativos até inconsciência. Aumentar progressivamente a dose pode levar a sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e, em casos extremos, depressão fatal da regulação respiratória e cardiovascular. Coma e depressão respiratória fatal são raramente observados, mas devem ser evitados.
O uso prolongado (mais de três meses) deve ser evitado, pois aumenta o risco de tolerância e dependência, especialmente em indivíduos com predisposição genética, que fazem uso de outras substâncias, incluindo álcool, e têm características de personalidade específicas.
É importante investigar a síndrome de dependência de BZD em todos os pacientes que utilizam esses medicamentos. Orientar os pacientes sobre o reconhecimento da dependência é fundamental, e é importante destacar que, uma vez superada a fase de abstinência, a qualidade de vida tende a melhorar.
As complicações associadas ao uso de BZDs incluem tolerância, dependência e síndrome de abstinência. O tratamento para a dependência de hipnóticos e benzodiazepínicos geralmente envolve uma redução gradual do uso do medicamento, um processo gradual que pode se estender por até seis meses. A consciência e o uso responsável desses medicamentos são essenciais para a saúde e o bem-estar dos pacientes.

INFORMAÇÕES DO AUTOR:
Dr. Claudio Jerônimo Psiquiatra especialista em transtornos mentaisFormado em Medicina pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, o Dr. Cláudio Jerônimo da Silva possui residência médica em Psiquiatria pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.
Registro CRM-SP nº 83201.